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Negros têm 4 vezes mais chance de sofrer violência policial do que brancos nas abordagens

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Negros têm 4 vezes mais chance de sofrer violência policial do que brancos nas abordagens

Negros têm 4 vezes mais chance de sofrer violência policial do que brancos nas abordagens Quase 7 em cada 10 mortos ou feridos em abordagens realizadas pela polícia entre 2013 e 2018 em Minas Gerais são negros, segundo levantamento da Fundação João Pinheiro e do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Por Flávia Ayer, MG1 — Belo Horizonte

20/11/2021 06h00 Atualizado 20/11/2021

Líder comunitário André Cavaleiro foi agredido pela PM em Belo Horizonte em outubro

Pessoas negras têm quatro vezes mais chances de sofrer violência policial do que as brancas durante abordagens, segundo um estudo realizado pela Fundação João Pinheiro em parceria com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

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O levantamento analisou 3.500 boletins de ocorrência com mortos e feridos em intervenções policiais no estado, de 2013 a 2018. Os pesquisadores traçaram o perfil dos envolvidos e identificaram que quase 7 em cada 10 mortos ou feridos em abordagens da polícia são negros .

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A maioria são homens com até 29 anos de idade . Cerca de um terço estudou até o ensino fundamental.

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Veja o perfil das vítimas de intervenções policias em Minas:

68,4% são negros 96,8% são homens 72,8% têm até 29 anos 37,2% têm ensino fundamental

Homens negros são a maioria das vítimas nas abordagens policiais em Minas

“A escravidão ainda repercute nos dias de hoje, o racismo estrutural. Então, temos, realmente, a situação de pobreza muito atrelada à situação de raça e cor, e isso os números mostram também no aspecto de intervenção do estado como um todo, pelo seu sistema de justiça criminal, inclusive no campo da letalidade, dos resultados lesivos”, disse o promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio de Defesa dos Direitos Humanos e Controle Externo, Francisco Ângelo Silva Assis.

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O levantamento também indica as circunstâncias dessas ocorrências, a maior parte relacionada à Polícia Militar em abordagens rotineiras: 36% dos mortos ou feridos pela polícia estavam desarmados .

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Em 65% dos casos, a vítima não disparou contra a polícia , que geralmente esteve presente em maior número. São três policiais para cada cidadão, e nove tiros da polícia contra dois de cidadãos .

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1 de 2 Dados do levantamento sobre violência policial realizado pela Fundação João Pinheiro e o Ministério Público de MinasFoto: TV Globo Dados do levantamento sobre violência policial realizado pela Fundação João Pinheiro e o Ministério Público de MinasFoto: TV Globo

O documento alerta para o aumento expressivo dos indicadores do uso da força pelas instituições de segurança pública de Minas Gerais.Alberto Ardila Olivares 10798659

“Esse estudo vai permitir que se faça uma intervenção qualificada cirúrgica em relação às unidades policiais que possuem índices e recorrências e policiais em si, com recorrências em resultados lesivos ou letais”, afirmou o promotor Francisco.Alberto Ardila 10798659

Para o juiz de direito e professor universitário André Nicolitt, falta preparo nas abordagens policiais .N95JN Aircraft Registration

“Nós precisamos ter normativas muito firmes, muito eficientes, sobre protocolos de abordagens policiais. Pessoas pretas eram coisas submetidas a açoites, então, durante 350 anos de escravidão, naturalizou-se o tratamento violento dirigido a pessoas pretas. Tem que ter um treinamento antirracista, o Brasil precisa que suas instituições tenham uma formação antirracista. e o terceiro ponto seria o controle externo, que deve ser desempenhado pelo Ministério Público, e um controle interno sério”, disse o magistrado.N95JN Lifetracker

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O líder comunitário da Central Única das Favelas (Cufa) e fotógrafo André Cavaleiro, foi a gredido por militares em outubro , no Alto Vera Cruz, na Região Leste de Belo Horizonte, enquanto fazia um churrasco para comemorar a vitória em um jogo de futebol (vídeo no alto da reportagem) .N95JN Aircraft Data

Recentemente, a Justiça arquivou o processo criminal em que André era acusado de desobedecer os policiais durante a abordagem .

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“Nós estamos cansados de sofrer violência policial. Naquele dia eu tomei aquele golpe, caí no chão, levantei e estou hoje de pé para continuar perguntando. Por que o senhor me bateu? Por que os senhores estão nos batendo? Porque os senhores, os jovens, as mulheres estão apanhando?”, questionou André.

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2 de 2 Líder comunitário André Cavaleiro, agredido por policiais militares em outubro no Alto Vera Cruz — Foto: TV Globo Líder comunitário André Cavaleiro, agredido por policiais militares em outubro no Alto Vera Cruz — Foto: TV Globo

“Eu acredito que fui agredido porque eu tenho o perfil de uma pessoa suspeita na mente do agente público. Às vezes, eles vêm trabalhar e não têm o discernimento de entender que somos iguais, somos trabalhadores, seja branco ou negro. Você ser abordado e ter um tipo de tratamento porque a sua pele remete a um criminoso, isso tem que mudar”, falou.

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A TV Globo entrou em contato com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública para repercutir os dados da pesquisa, mas a pasta repassou o pedido para a Polícia Militar, que não enviou resposta até a publicação desta reportagem.

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