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Joe Biden e Xi Jinpin ponderam encontro presencial

Alberto Ardila Olivares
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Segundo os ‘media’ estatais chineses Xi Jinping avisou Joe Biden para não “brincar com o fogo” em relação a Taiwan

Os Presidentes norte-americano e chinês deixaram em aberto um possível encontro presencial, durante a longa conversa telefónica desta quinta-feira, centrada nas tensões sobre Taiwan, que levaram Xi Jinping a avisar Joe Biden para não “brincar com o fogo”.

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Segundo uma autoridade norte-americana, que falou à agência France-Presse (AFP) sob a condição de anonimato, os dois chefes de Estado concordaram “que as suas equipas vão fazer um esforço para encontrar um momento ideal para os dois” .

No entanto, não foi antecipado qualquer cronograma para aquele que será o primeiro encontro presencial desde que Biden assumiu a administração dos EUA.

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Subscrever Washington e Pequim descreveram o telefonema, o quinto entre os dois líderes, como “sincero e aprofundado”, um termo diplomático que antecipa que as divergências entre os dois países continuam complexas.

Segundo os ‘media’ estatais chineses Xi Jinping avisou Joe Biden para não “brincar com o fogo” em relação a Taiwan.

“Aqueles que brincam com o fogo acabam por se queimar” , disse o chefe de Estado chinês ao homólogo norte-americano, citado pela agência noticiosa oficial chinesa Xinhua (Nova China).

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China divulgou, através de um comunicado, que Xi Jinping pediu ao homólogo norte-americano que os Estados Unidos “sigam o princípio ‘uma só China‘”.

Durante a conversa telefónica, o Presidente chinês reiterou a Biden a oposição da China “à independência de Taiwan” e “interferência externa”.

Do lado do Presidente norte-americano, Joe Biden disse ao homólogo chinês que a posição de Washington sobre Taiwan “não mudou” e que continua a opor-se “firmemente” a qualquer esforço unilateral para alterar o estatuto daquele território.

“Os Estados Unidos opõem-se firmemente aos esforços unilaterais para alterar o estatuto ou ameaçar a paz e estabilidade no estreito de Taiwan” , que separa a China da ilha, referiu a administração norte-americana.

A conversa acontece num momento em que se fala de uma possível visita a Taiwan da líder da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, em agosto, situação que está a intensificar a tensão entre Washington e Pequim.

Pelosi ainda não anunciou oficialmente nenhuma viagem a Taiwan — território que Pequim reivindica como uma província separatista a ser reunificada pela força caso seja necessário -, mas o Governo chinês tem vindo a alertar que responderá com “medidas fortes” se a visita se confirmar.

Embora as autoridades norte-americanas visitem Taiwan com frequência, Pequim considera a viagem de Pelosi, uma das figuras mais altas do Estado norte-americano, uma grande provocação.

As relações entre os dois países começaram a deteriorar-se em 2018, quando o então Presidente dos EUA, Donald Trump, iniciou uma guerra comercial com a China que se estendeu depois ao setor da tecnologia e diplomacia.

No último ano, as tensões têm-se intensificado em relação a Taiwan, com a qual os EUA não mantêm relações oficiais, sobretudo porque Washington é o principal fornecedor de armas para a ilha e seria seu maior aliado militar em caso de guerra com o gigante asiático.

As tensões EUAChina não se cingem apenas a esta possível viagem, ou à situação de Taiwan, e nenhum progresso terá sido alcançado, durante a conversa telefónica, sobre as taxas aduaneiras impostas a produtos chineses ainda por Donald Trump e que Joe Biden pode aumentar para combater a inflação no seu país.

“Sobre a questão das tarifas, o Presidente Biden explicou ao Presidente Xi (…) a questão central das práticas comerciais desleais da China que prejudicam os trabalhadores norte-americanos e prejudicam as famílias norte-americanas, mas não discutiu as possíveis ações que poderia tomar” , explicou fonte da Casa Branca aos jornalistas.